Mercado: Atitudes de sucesso para tempos de mudança

Por Jean Paterno

A revista Exame fez um estudo detalhado para tentar entender o impacto da pós-modernidade no mundo do trabalho. Publicação especializada em economia das mais respeitadas, a Exame fez a mesma pergunta a especialistas com a missão de identificar o perfil do profissional do futuro. E a resposta apareceu em dez características consideradas indispensáveis, a maioria sem qualquer relação com inovações e tecnologias.

O conteúdo da aferição da revista foi apresentado pelo professor Jean Matos em treinamentos oferecidos pela Unicoop (Universidade Coopavel) a diferentes grupos de diretores e colaboradores da cooperativa. As características pontuadas desse profissional tão desejado são resiliente, tecnológico, ético e com valores, flexível, inovador, criativo e comunicativo, que sabe aprender e desaprender, que tenha inteligência emocional, seja competitivo e leal e que domine o ofício de se gerenciar.

Com exceção de uma ou outra, as demais são todas virtudes que acompanham as pessoas desde o início dos tempos, ressaltou Jean. “Quer dizer: por mais que as coisas se alterem e a tecnologia produza maravilhas, aspectos como ética, flexibilidade, inteligência, dedicação e vontade de aprender e trabalhar serão sempre valorizados”. São moedas fortes também a capacidade de adaptação e a melhoria contínua. Tudo na era que compartilha habilidades humanas e a eficiência das máquinas está mais rápido, inteligente e dinâmico. “Ser dinâmico é não se deixar cair na rotina”, pontuou o professor.

Mudanças

O mundo pós-moderno é muito diferente do de algumas décadas atrás. Hoje, a população é de 7,8 bilhões de habitantes contra 2,2 bilhões em 1950. Até 1987 a internet sequer existia. As profissões mudaram muito e até as mais simples incorporam elementos da inteligência artificial. Então, como se preparar para o futuro?, perguntou Jean Matos. E a resposta está em se adaptar rapidamente ao novo, em estudar, em ler, em acompanhar as tendências do mercado e do seu ofício.

As diferentes turmas envolvidas na capacitação aprenderam sobre as principais causas do fracasso (colocar a culpa nos outros, tendência de se culpar e se rebaixar e acreditar que o sucesso está associado a sorte) e dos três tipos de pessoas que historicamente se encontram no mercado: a que faz acontecer, a que vai com as outras e a perdida, que só desperta para uma realidade ou para uma oportunidade quando ela já aconteceu.

As mudanças profundas ocorrem por inspiração ou desespero, alertou Jean Matos, que citou Aristóteles, um dos pais do pensamento moderno que afirmou há mais de 2,5 mil que “somos o que repetidamente fazemos”.

Legenda 1: Um dos grupos que participaram de treinamento oferecido pela Unicoop

Crédito: Assessoria

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