Show Rural Coopavel | 01 a 05 de fevereiro de 2027 | A maior feira do agronegócio da América Latina | Indicadores Mostram Que Homem Precisa Mudar Atitudes E Se Cuidar
01/12/2025

Indicadores mostram que homem precisa mudar atitudes e se cuidar

Publicado por Jean Paterno

Os números jogam duro contra o homem deste início de milênio. E mostram que, para viver mais e com qualidade, ele precisa mudar hábitos e entender que buscar ajuda não é sinal de fraqueza e sim de amadurecimento. É disso que tratou a palestra Papo de homem, com o consultor organizacional Fabiano Cavallet. Em dois momentos, no complexo industrial e no auditório da sede de Coopavel, na semana passada, Fabiano multiplicou essa mensagem a diretores, a gerentes e a colaboradores dos mais diferentes setores da cooperativa.

“O homem precisa refletir sobre si mesmo. Entender suas fortalezas e aquilo que é preciso melhorar, porque isso determina como e o quanto ele poderá viver”, disse o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, na abertura da segunda palestra que integrou as atividades do Novembro Azul, mês de prevenção ao câncer de próstata, organizadas pela área de Medicina do Trabalho e Unicoop. Quais são os assuntos comuns que os homens conversam, principalmente em momentos de lazer, perguntou Fabiano. Diversos apareceram, como futebol, automobilismo e temas relacionados ao trabalho, mas nada sobre saúde.

Indicadores

O consultor informou que 68% das mortes, de pessoas com idades entre 25 e 59 anos, são de homens, que a expectativa de vida deles, no Brasil, é de sete anos a menos em comparação com a das mulheres e que 82% das internações por causas externas (acidentes e violência), para pessoas entre 20 e 29 anos, são de indivíduos do sexo masculino. Fabiano disse também que 79% dos suicídios, 70% deles influenciados por doenças emocionais e mentais, entre elas a depressão, têm homens como vítimas. “Precisamos aprender a falar de nossas dificuldades”, apontou o palestrante, lembrando que 68% dos homens com estresse têm mais chances de enfartar.

Grande parte das pessoas do sexo masculino tem tendência a abandonar tratamentos por se achar forte ou por não compartilhar seus problemas. Isso precisa mudar, comentou Fabiano, citando exemplo do Japão, um dos campeões mundiais em suicídios, que conseguiu baixar em 30% as taxas desse tipo de prática adotando programas criados para incentivar diálogos sobre dores, problemas e angústias. “É importante deixar outras pessoas nos cuidar. O novo homem é aquele que permite ser cuidado, que entende que a proteção dos seus tesouros (filhos, esposa ou algum bem material) depende de ele estar bem mental e fisicamente”.

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