Entre máquinas de última geração, tecnologias que apontam os rumos do agronegócio e soluções voltadas ao aumento da produtividade, mais uma novidade ganha destaque no 38º Show Rural Coopavel. A educação corporativa ocupa lugar estratégico na feira, conduzindo visitantes por experiências de aprendizagem com objetivos práticos, estimulando análise, registro e aplicação imediata do conhecimento.
A proposta reforça uma característica histórica do evento, reconhecido há décadas como um amplo espaço de difusão de conhecimento, no qual a inovação não está apenas nos equipamentos expostos, mas principalmente nas pessoas e na forma como elas aprendem, interpretam e aplicam novas ideias em seus negócios.
A Universidade Coopavel (Unicoop) apresenta, em seu informativo Minuto Universidade Coopavel, a Jornada de Aprendizagem, iniciativa que conecta teoria e prática a partir de situações reais do dia a dia do campo e do ambiente empresarial. O conceito parte de uma premissa poderosa: aprender fazendo, analisando e aplicando.
A coordenadora da Unicoop, Tábita Paraizo, informa que a proposta fortalece um movimento que já faz parte da essência do Show Rural. “O evento sempre foi um ambiente de aprendizado. O que estamos fazendo é potencializar essa experiência, oferecendo metodologias que ajudam o visitante a transformar a observação em conhecimento aplicável”, afirma.
Metodologia
Entre os destaques da jornada está a metodologia baseada nos estudos de David Kolb (1984), denominada Aprendizagem Itinerante em Feiras. O método direciona a circulação dos participantes pelos espaços do evento de forma orientada e intencional. Em vez de caminhar sem roteiro, os visitantes percorrem estandes e demonstrações com objetivos previamente definidos.
Cada interação é planejada para estimular a observação crítica e a coleta de informações relevantes. As experiências são registradas, posteriormente analisadas de maneira estruturada e, no fim do percurso, transformam-se em um panorama claro capaz de consolidar o aprendizado e favorecer sua aplicação prática.
Para Tábita, esse formato acompanha as transformações do próprio agronegócio, cada vez mais dinâmico e baseado em conhecimento. “O aprendizado ganha força quando acontece no contexto real. Aqui, o participante observa tecnologias em funcionamento, conversa com especialistas e já consegue relacionar tudo isso aos desafios que enfrenta no campo ou na gestão do seu negócio”. O resultado é uma mudança perceptível na forma de viver o Show Rural. Para muitos, o evento literalmente se converte em sala de aula, enquanto os corredores tornam-se laboratórios vivos, onde perguntas surgem a cada demonstração e respostas são construídas a partir da experiência direta.